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Comunidades
Ubuntu 10.04 + Acer Aspire 1410
Apr 28th
Recentemente comprei um Notebook Aspire 1410 de 11.6″, e depois de instalar o Ubuntu 10.04 eu vinha experimentando problemas de performance, e recorrentes problemas de IO do HD, sempre tinha que reinstalar o sistema, pois corrompia o raiz(/) do sistema, até que resolvi estudar os comentários sobre esse notebook e achei a origem dos problemas. Acabou que descobri que existe um bug na BIOS, no módulo AHCI, que é uma funcionalidade de SATA 2, então resolvi atualizar a BIOS, porém lendo mais fórums sobre a instalação nesse notebook e sobre essa tecnologia AHCI, ela somente dá suporte a hot swapping e NCQ, o hot swapping é a possibilidade de desconectar o hd com a placa ligada(o que eu não vou fazer) e NCQ é uma tecnologia de acesso a disco mais eficaz em ambientes de intensa leitura e gravação de dados no HD, suporta cache e etc, o que também não é o meu caso. Portanto eu não preciso dessa tecnologia AHCI, e na BIOS o SATA MODE estava configurado para AHCI, troquei para IDE MODE e pronto. Os problemas pararam de ocorrer e a máquina ficou mais rápida e o boot já não leva 5 minutos.
Com o Ubuntu 9.10 eu instalei e funcionou corretamente, mas de vez em quando aparecia uns erros estranhos envolvendo HD no /var/log/syslog. O que não me deixava feliz e me deixava preocupado.
Portanto fica a dica, se você tiver um computador igual ao meu Aspire 1410 (11″6), desabilite o modo AHCI que muito provavelmente você não vai utilizar os recursos e poupará dores de cabeça e depois instale o seu Ubuntu 10.04.
Tirando esse problema, esse notebook é show de bola, tenho usado ele para trabalhar também e ele segura o trabalho sem frescuras, as vezes ele se esquenta ;-) , mas agente acaba se entendendo. Cheguei até a me arrepender de ter comprado ele, mas já pedi desculpa dele e estamos felizes.
Só queria deixar registrado a dica!
:wq!
Manifesto pela liberdade de expressão no Amazonas
Jan 5th
Aos cidadãos Amazonenses
A Constituição Brasileira diz em seu Art. 1º, parágrafo único V, Que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Diz também no Art. 5º, parágrafo II que “Ninguém deixará de fazer alguma coisa senão em virtude de Lei”; e no parágrafo IV que ” É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”; parágrafo IX que diz que “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença”.
Diz também no parágrafo XVI do Art. 5º que “Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independente de autorização, desde que não frustem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.
A Constituição Brasileira diz também eu seu Art. 5º, parágrafo XXXIII, que “Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da Lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”; XXXIV – “São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas; a) O direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.”
Este manifesto vem à público expressar o sentimento de repressão sofrida à um grupo de aproximadamente 100 pessoas, que protestaram contra a aprovação do Projeto de Lei Complementar 006/09, aprovado na Câmara Municipal de Manaus, que instituiu a criação de duas taxas: a Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD) e a Taxa de Resíduos de Serviços de Saúde (TRSS).
O grupo, do qual sou integrante, vem sofrendo repressão política desde que decidiu publicar um outdoor com os nomes dos vereadores que aprovaram a criação das taxas. Todas as empresas de publicidade por nós procuradas desistiram da publicação do outdoor, alegando a não interferência em assuntos políticos.
Este manifesto vem à público informar que todos os integrantes do movimento contra a “Taxa do Lixo” são cidadãos de bem, que gozam dos direitos constitucionais e de liberdade de expressão, assim como todos os demais direitos à nós concedidos pela Constituição Brasileira.
Nosso sentimento de protesto tem como finalidade o puro exercício da cidadania. Nosso grupo é composto por profissionais liberais, autônomos, estudantes, médicos, jornalistas, juristas, analistas de sistemas, engenheiros, dentre outros.
No dia 04 de janeiro de 2010, um dos integrantes de nosso movimento foi procurado em seu trabalho por dois homens sem identificação, com gravadores e microfones em punho, para dar explicações de seu trabalho.
Os dois homens foram avisados de que não estavam autorizados a adentrarem no recinto sem prévio aviso à direção do mesmo. Mas, seguiram fazendo entrevistas à pessoas e funcionários do local.
O integrante de nosso grupo que foi covardemente coagido, não tem nenhuma ligação de cunho político, muito pelo contrário, aderiu ao movimento por pura indginação, é uma médica e está grávida.
Segundo testemunhas, os dois homens saíram de um Fiat Uno branco com identificação de uma rádio local , que tem por empresário e apresentador um ex-político.
Se confirmados os fatos apresentados por testemunhas de que tal rádio tentou de forma indireta, coagir um cidadão que expressa sua opinião de forma pacífica e legítima, levaremos o caso às autoridades competentes. Isto posto que uma rádio goza dos mesmos direitos constitucionais que qualquer cidadão brasileiro.
Uma rádio que tenta coagir um grupo que se expressa de maneira contrária, está rasgando a Constituição Brasileira, a mesma Constituição que garante os direitos aos veículos de comunicação.
Peço aos cidadãos de bem que não se calem, pois não vivemos mais em regime ditatorial. O ano é 2010 e não 1964.
E termino aqui com uma frase de Sun Tzu, dedicada a todos os que ainda tentam reprimir de maneira covarde, o sentimento de opinião contrária.
“Ao cercar um homem dê a ele ao menos uma saída. Caso contrário ele lutará até à morte.”
Manaus, 04 de janeiro de 2010.
Ao que vos manifesta e representa,
Evandro Borges
__hg_ps1 – Nome da branche na linha de comando do bash
Nov 4th
Pra quem já usou git, sabe que existe o __git_ps1 que você pode usar para colocar na linha de comando do bash para lhe mostrar qual a branch atual de trabalho. Sem essa funcionalidade fica difícil trabalhar com as branches sem se perder de vez em quando. Procurando por algo similar no mercurial, achei o __hg_ps1.
Muito simples de instalar:
- baixe o tarball
- instale como qualquer aplicação python ( python setup.py install )
- configure PS1 no ~/.bashrc
wget -c http://bitbucket.org/krbullock/hg_ps1/get/tip.tar.gz
tar xvf tip.tar.gz
cd hg_ps1/
sudo python setup.py install
Coloque no ~/.bashrc o seguinte:
1 | PS1='${debian_chroot:+($debian_chroot)}\[\033[01;31m\]\u@\h\[\033[00m\]:\[\033[01;34m\]\w\[\033[01;33m\] $(A=`__hg_ps1` && echo "[$A]" ) \[\033[0m\] \[\033[00m\]$ ' |
Se você tiver também o git instalado, coloque este abaixo:
1 | PS1='${debian_chroot:+($debian_chroot)}\[\033[01;31m\]\u@\h\[\033[00m\]:\[\033[01;34m\]\w\[\033[01;33m\]$(__git_ps1 " [%s]") $(A=`__hg_ps1` && echo "[$A]" ) \[\033[0m\] \[\033[00m\]$ ' |
Como pode ser visto no comando acima, tem também o __git_ps1, se você entrar em algum repositório git, também funciona, a melhor configuração para manter os dois foi essa acima. Isso é muito útil.
Trabalhando com o Mercurial – HG
Nov 3rd
Introdução
Nos últimos tempos estou conscientizando os meus colegas de trabalho sobre os benefícios da utilização de um controle de código distribuído. Fiz uma análise nas vantagens e desvantagens do Git e HG (Mercurial) e escolhemos o Mercurial pois precisamos trabalhar em um ambiente heterogeneo e o suporte do Git ao windows ainda é precário, até achamos algumas iniciativas como o MSysGit, porém ainda possuem um longo caminho pela frente para se tornar uma ferramenta que atenda as nossas necessidades(realidade). A comunidade do mercurial está mais evoluida neste sentido, e ao que estudamos o Mercurial disponibiliza todas as funcionalidades que almejamos em um gerenciador de código distribuído.
O objetivo deste post é mostrar o fluxo de trabalho com mercurial, comentando os comandos executados em um fluxo de trabalho escolhido por mim. Alguns devem se perguntar, “Por que escolhido por você ?”, porque com o gerenciador de código distribuído não existe um fluxo de trabalho obrigatório a ser seguido, as ferramentas oferecem recursos para você adaptar fácilmente o fluxo de trabalho, portanto uma vez que você entende os conceitos do gerenciador de código distribuído você nota que é você quem faz seu fluxo de trabalho.
Não se assuste com as sequências de códigos, logo abaixo segue os comentários sobre as operações efetuadas, uma das coisas legais do mercurial é que a maioria dos comandos são legíveis, portanto tente entender somenter ao ler os comandos, senão entender, leia os comentários e avalie novamente os comandos, tudo deve fazer sentido, pelo menos eu espero que faça sentido.
Como dito anteriormente o objetivo não é explicar os conceitos. Portanto para entender os conceitos por trás do que é um gerenciador de código distribuído recomendo a leitura dos seguintes textos:
- Conceitos básicos de controle de versão de softwew: Centralizado e Distribuído.
- Entendendo git e instalando gitorious. Nesse post recomendo os capítulos Mudança de paradigma, Problemas da centralização 1, 2 e 3, Git: Ferramenta para pessoas sem paciência, Mundo ideal .
- Introdução ao controle de versão distribuído (Ilustrado). (Inglês)
Configuração
Para este post estou usando mercurial 1.3.1 instalado no ubuntu através do easy_install.
Recomendo configurar também o __hg_ps1, como nesse post.
Antes de começar configure seu .hgrc. Crie um arquivo no seu home:
touch ~/.hgrc
E então edite com seu editor favorito e coloque as seguinte informações sobre a aparência do hg:
[ui]
username = Seu Nome <seu@email.com.br>
style = compact
Antes de continuarmos, uma coisa que é muito legal no mercurial são as extensões. O mercurial já vem com uma série de extensões incluídas, para uma lista completa clique aqui, abaixo algumas que julgo essenciais, embora eu não vá explicar a utilização de todas nesse post, já deixe habilitado, não custa nada
com certeza explicarei nos posts seguintes.
- mercurialqueue
- rebase
- graphlog
Para habilitar adicione ao arquivo ~/.hgrc também uma nova seção para as extensões:
[extensions]
hgext.graphlog =
hgext.mq =
hgext.rebase =
Comandos básicos
Tendo em mente que você já sabe os conceitos, vamos fazer uma lista breve de comandos básicos que você deve saber na ponta do dedo.
hg clone <url>
faz uma cópia local do repositório informado
hg pull
faz download das mudanças no repositório de origem (pai)
hg push
faz upload das mudanças no repositório de origem (pai)
hg status
verifica se há alterações locais
hg tip
verifica qual a versão que está a frente no repositório, ou se preferir no topo(HEAD)
hg incoming
verifica o que tem de novo no repositório de origem, frequentemente usado antes de fazer um hg pull, para saber o que se esperar.
hg outgoing
verifica o que você tem de novo em relação ao repositório de origem, frequentemente usado antes de fazer hg push
hg merge
uni duas branches ou changeset transformando em uma.
Trabalhando
Vamos agora iniciar o trabalho, você vai codificar um projeto novo, então você cria uma pasta, inicia o repositório e adiciona inicialmente um arquivo de README com instruções ou informações sobre o projeto:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | :~/src $ mkdir projetonovo :~/src $ cd projetonovo/ :~/src/projetonovo $ ls :~/src/projetonovo $ hg init :~/src/projetonovo $ echo "Este projeto vai dominar o mundo" >> README :~/src/projetonovo $ hg add README :~/src/projetonovo $ hg ci -m "Adicionado arquivo de README com informações sobre o projeto" :~/src/projetonovo $ hg tip 0[tip] b65bb6ffc97c 2009-11-02 14:55 -0400 root Adicionado arquivo de README com informações sobre o projeto |
Agora temos uma pasta com o nosso projeto e que está sendo versionado pelo mercurial, adicionamos um arquivo com informações para ser rastreado, fizemos o commit e depois verificamos qual o tip(head) do repositório. Você pode verificar que a saída do hg tip foi algo bem resumido, isso por que configuramos no ~/.hgrc na seção [ui] , o estilo compacto style = compact . Se você deseja que o output dos comandos do mercurial sejam mais verbosos, basta comentar o style = compact ou remover do ~/.hgrc.
Dentro de uma equipe de desenvolvimento de software, existem pelo menos 2 ciclos básicos que ficam em loop olhando pela perspectiva de implementação e não de análise, eu chamo de ciclo implementativo e corretivo.
Abaixo apresento minha solução para os ciclos em um mundo ideal. Há quem diga que não vivemos em um mundo ideal, mas eu acho importante para entender e fixar os conceitos.
Ciclo implementativo
- Identicar nova funcionalidade e traçar funcionamento básico
- Abrir uma ramificação(branch) do projeto
- Codificar e testar na branch criada SOMENTE para esta feature
- Unir(merge) tip da branche da nova feature ao tip da mainline (branche default) e commitar
- Fechar a ramificação da branche da nova feature
Claro, aqui não é usado nenhuma formalidade nem nome bonito. É simplesmente como eu resumo minhas tarefas implementativas ao meu gosto.
Esse processo pode variar, o mercurial dá a liberdade de você fazer isso como quiser, abaixo eu demonstro como eu faço isso. Uma coisa interessante de ser mencionada é que as branchs são operações no repositório e portanto entram para o histórico do repositório, não esqueça que as branches precisam ser commitadas, dependendo do seu projeto você pode não querer saber como cada desenvolvedor criou a branch ou que nome deu para a branch, eu acho interessante e não vejo problema nisso, muito pelo contrário, temos um histórico fidedigno do desenvolvimento do projeto.
Então vou criar a branche para implementar a funcionalidade UltraMegaBoga de todos os tempos
.
1 2 3 4 5 6 | :~/src/projetonovo $ hg branch NovaFeature_UltraMegaBoga marked working directory as branch NovaFeature_UltraMegaBoga :~/src/projetonovo $ hg ci -m "Criado branch para implementar NovaFeature UltraMegaBoga" :~/src/projetonovo $ hg branches NovaFeature_UltraMegaBoga 1:7fc70f299283 default 0:b65bb6ffc97c (inactive) |
Dae você pode ver que usamos o hg branch para nomear a branche padrão atual (default) e depois criamos de fato através do commit (ci), e depois confirmamos usando o hg branches para verificar quais as branches que temos no repositório. E agora sim podemos codificar a funcionalidade. No commit automaticamente somos movidos para a branch nova que acabamos de criar.
Então, implementando uma nova feature:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 | :~/src/projetonovo $ touch teste.py :~/src/projetonovo $ echo "print('Hellowww mercurial')" >> teste.py :~/src/projetonovo $ python teste.py Hellowww mercurial :~/src/projetonovo $ hg status ? teste.py :~/src/projetonovo $ hg add teste.py :~/src/projetonovo $ hg status A teste.py :~/src/projetonovo $ hg ci -m "Criado arquivo da funcionalidade UltraMegaBoa" :~/src/projetonovo $ hg glog @ 2[tip] c192d84f042a 2009-11-02 17:16 -0400 root | Criado arquivo da funcionalidade UltraMegaBoa | o 1 7fc70f299283 2009-11-02 17:01 -0400 root | Criado branch para implementar NovaFeature UltraMegaBoga | o 0 b65bb6ffc97c 2009-11-02 14:55 -0400 root Adicionado arquivo de README com informações sobre o projeto :~/src/projetonovo $ echo "import this" >> teste.py :~/src/projetonovo $ hg status M teste.py :~/src/projetonovo $ hg ci -m "Nova funcionalidade UltraMegaBoga implementada" :~/src/projetonovo $ hg glog @ 3[tip] f337dc212ea0 2009-11-02 17:19 -0400 root | Nova funcionalidade UltraMegaBoga implementada | o 2 c192d84f042a 2009-11-02 17:16 -0400 root | Criado arquivo da funcionalidade UltraMegaBoa | o 1 7fc70f299283 2009-11-02 17:01 -0400 root | Criado branch para implementar NovaFeature UltraMegaBoga | o 0 b65bb6ffc97c 2009-11-02 14:55 -0400 root Adicionado arquivo de README com informações sobre o projeto :~/src/projetonovo $ echo "print('Testando funcionalidade ultramegaboga...')" >> teste.py :~/src/projetonovo $ hg status hg M teste.py :~/src/projetonovo $ hg ci -m "Implementado TesteUnitario e tudo funcionando como esperado" :~/src/projetonovo $ hg glog @ 4[tip] 63ddafc85f03 2009-11-02 17:21 -0400 root | Implementado TesteUnitario e tudo funcionando como esperado | o 3 f337dc212ea0 2009-11-02 17:19 -0400 root | Nova funcionalidade UltraMegaBoga implementada | o 2 c192d84f042a 2009-11-02 17:16 -0400 root | Criado arquivo da funcionalidade UltraMegaBoa | o 1 7fc70f299283 2009-11-02 17:01 -0400 root | Criado branch para implementar NovaFeature UltraMegaBoga | o 0 b65bb6ffc97c 2009-11-02 14:55 -0400 root Adicionado arquivo de README com informações sobre o projeto |
Opa!, muita informação?… nada, só algumas sendo repitidas.
Linhas 1 ~ 10: Nestas linhas apenas criamos um arquivo, colocamos conteúdo dentro dele, executamos, verificamos o status do repositório e eles nos diz que o arquivo novo não foi adicionado e então o adicionamos ao projeto para ser rastreado e então commitamos. Simples hein ?!
Linhas 11: Na linha 11 há um comando novo que ainda não comentamos, o comando hg glog que mostra o log do repositório através de um grafo, o que facilita bastante a vida quando estamos trabalhando com branches(ramificações), para entender melhor veja bem que o glog traz a arvore de forma natural, ou seja, da raiz até o topo ou nós. Na primeira coluna mostra os nós e aonde você está em relação aos nós da arvore, cada nó desse representa um commit, os nós são representados por o e onde você está através do @, na segunda coluna estão as revisões de números inteiros e sequencias que você pode usar para se direcionar ou situar na árvore ou histórico, o mercurial usa revisões sequencias e hashs para controlar o histórico e os changesets(conjuntos de mudanças).
E então esses procedimentos se repetem até o nó 4 ou changeset 63ddafc85f03, conforme pode ser visto localizando o @ no resultado do comando hg glog.
Vamos voltar para o branche default para fazer o merge e incorporar as modificações da branche UltraMegaBoga
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 | :~/src/projetonovo $ hg update default 0 files updated, 0 files merged, 1 files removed, 0 files unresolved :~/src/projetonovo $ hg glog o 4[tip] 63ddafc85f03 2009-11-02 17:21 -0400 root | Implementado TesteUnitario e tudo funcionando como esperado | o 3 f337dc212ea0 2009-11-02 17:19 -0400 root | Nova funcionalidade UltraMegaBoga implementada | o 2 c192d84f042a 2009-11-02 17:16 -0400 root | Criado arquivo da funcionalidade UltraMegaBoa | o 1 7fc70f299283 2009-11-02 17:01 -0400 root | Criado branch para implementar NovaFeature UltraMegaBoga | @ 0 b65bb6ffc97c 2009-11-02 14:55 -0400 root Adicionado arquivo de README com informações sobre o projeto |
Outro comando novo, hg update, com esse comando você pode alternar entre as branches(ramificações) do seu projeto e nas revisões também bastando passar o parâmetro hg update -r REV, na linha 1 alternei para a branch default e você pode perceber na saída do comando hg glog que o @ voltou para revisão 0 que é onde a revisão default parou, certo ? os outros commits foram da branche NovaFeature_UltraMegaBoga.
Agora vamos fazer o merge das duas branches.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 | :~/src/projetonovo $ hg merge NovaFeature_UltraMegaBoga 1 files updated, 0 files merged, 0 files removed, 0 files unresolved (branch merge, dont forget to commit) :~/src/projetonovo $ hg tip 4[tip] 63ddafc85f03 2009-11-02 17:21 -0400 root Implementado TesteUnitario e tudo funcionando como esperado :~/src/projetonovo $ hg glog @ 4[tip] 63ddafc85f03 2009-11-02 17:21 -0400 root | Implementado TesteUnitario e tudo funcionando como esperado | o 3 f337dc212ea0 2009-11-02 17:19 -0400 root | Nova funcionalidade UltraMegaBoga implementada | o 2 c192d84f042a 2009-11-02 17:16 -0400 root | Criado arquivo da funcionalidade UltraMegaBoa | o 1 7fc70f299283 2009-11-02 17:01 -0400 root | Criado branch para implementar NovaFeature UltraMegaBoga | @ 0 b65bb6ffc97c 2009-11-02 14:55 -0400 root Adicionado arquivo de README com informações sobre o projeto :~/src/projetonovo $ hg ci -m "Incorporando branch NovaFeature_UltraMegaBoga a arvore principal de desenvolvimento" :~/src/projetonovo $ hg glog @ 5[tip]:0,4 b270c2750162 2009-11-02 17:24 -0400 root |\ Incorporando branch NovaFeature_UltraMegaBoga a arvore principal de desenvolvimento | | | o 4 63ddafc85f03 2009-11-02 17:21 -0400 root | | Implementado TesteUnitario e tudo funcionando como esperado | | | o 3 f337dc212ea0 2009-11-02 17:19 -0400 root | | Nova funcionalidade UltraMegaBoga implementada | | | o 2 c192d84f042a 2009-11-02 17:16 -0400 root | | Criado arquivo da funcionalidade UltraMegaBoa | | | o 1 7fc70f299283 2009-11-02 17:01 -0400 root |/ Criado branch para implementar NovaFeature UltraMegaBoga | o 0 b65bb6ffc97c 2009-11-02 14:55 -0400 root Adicionado arquivo de README com informações sobre o projeto |
hg merge <nome_do_branch> e então a união é feita, mas você pode ver pela saída do hg glog da linha 7 que o @ aparece tanto na revisão 0 quanto na 4, porque faltou criar o nó que significa a união dos projetos e que será ponto de partida para novas alterações, e eles nos avisa ao fazer o merge não esqueça de fazer o commit. E então fizemos o commit informando que estamos incorporando a nova funcionalidade. e então você pode ver o resultado do glog novamente, gerou-se a revisão 5 e novo hash. Agora percebesse que o glog é realmente muito útil né ?
Agora para finalizar o ciclo, precisamos fechar a branch que criamos para desenvolver a feature, essa é uma funcionalidade que veio no mercurial 1.2, pois antes disso o mercurial não permite deletar branch, imagine a quantidade de branches que perduravam a vida toda no repositório ?!.
Encerrando as atividades da branch UltraMegaBoga.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 | :~/src/projetonovo $ hg update NovaFeature_UltraMegaBoga 0 files updated, 0 files merged, 0 files removed, 0 files unresolved :~/src/projetonovo $ hg ci -m "Fechando branch, feature implementada e incorporada a arvore principal" --close-branch created new head :~/src/projetonovo $ hg branches default 5:b270c2750162 :~/src/projetonovo $ hg glog @ 6[tip]:4 7992ab50038d 2009-11-02 17:26 -0400 root | Fechando branch, feature implementada e incorporada a arvore principal | | o 5:0,4 b270c2750162 2009-11-02 17:24 -0400 root |/| Incorporando branch NovaFeature_UltraMegaBoga a arvore principal de desenvolvimento | | o | 4 63ddafc85f03 2009-11-02 17:21 -0400 root | | Implementado TesteUnitario e tudo funcionando como esperado | | o | 3 f337dc212ea0 2009-11-02 17:19 -0400 root | | Nova funcionalidade UltraMegaBoga implementada | | o | 2 c192d84f042a 2009-11-02 17:16 -0400 root | | Criado arquivo da funcionalidade UltraMegaBoa | | o | 1 7fc70f299283 2009-11-02 17:01 -0400 root |/ Criado branch para implementar NovaFeature UltraMegaBoga | o 0 b65bb6ffc97c 2009-11-02 14:55 -0400 root Adicionado arquivo de README com informações sobre o projeto |
Basicamente na saída acima, voltamos para a branch da funcionalidade UltraMegaBoga e fazemos um commit de encerramento, com o parâmetro –close-branch. Com isso damos fim ao Ciclo Implementativo.
Ciclo corretivo
No ciclo corretivo, existem 2 aspectos:
- Você encontrou o problemas durante o desenvolvimento, antes de lançar uma versão.
- Você encontrou ou encontraram pra você depois de ter lançado a versão.
Para primeira ocasião você pode usar o mesmo mecanismo do ciclo implementativo para fazer as correções. Agora na segunda ocasião eu sugiro uma abordagem diferente, o ideal é corrigir o problema e gerar patches para serem incorporados uma vez que o software já foi congelado(lançado a versão) e está apenas sofrendo correções esporádicas e não mais vivendo em um intenso processo de produção, para isso eu uso a extensão do mercurial chamada MercurialQueues, que é um conjunto de comandos para gerenciamentos de uma fila de patchs no estilo LIFO(Last-In / First-Out), o ciclo corretivo se divide em:
- Identificar a causa do problema
- Consertar o bug
- Gerar patch e exportar
Alguns devem ser perguntar o porque de eu sugerir MercurialQueues, pelo motivo de que os commits são maleáveis, no padrão os commits do mercurial são imutáveis, já com o MQ posso trabalhar em varios patches ao mesmo tempo somente manipulando a fila ao invés de ter que ficar importando e/ou exportando patches, posso também mesclar patches sem que isso interfira nos commits. IMHO, é mais conveniente. Você pode também usar o patch para aplicar a correção na versão que está em desenvolvimento
Comandos básicos
hg qinit
hg qnew
hg qrefresh
hg qpop
hg qpush
hg qfinish
hg qimport
Abaixo um exemplo de como criar uma fila e desenvolver um patch usando mercurial queues.
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Linhas 1 ~ 10: É iniciada uma fila através do comando hg qinit -c , -c significa que a fila será versionada e portanto poderá ser usado o comando hg qcommit. Depois verificamos se está tudo zerado usando os comandos hg qseries e hg qapplied , o qseries nos permite verificar quais patchs estão na fila e o qapplied quais patchs estão aplicados efetivamente no repositório. Para criar um novo patch basta executar o hg qnew <nome_do_patch> que no exemplo acima atribui o nome fix_bug_01.patch. Alteramos o arquivo e podemos ver com o glog que ao criar o patch, já é aplicado automaticamente no repositório e por padrão coloca como msg do commit [mq]: nome_do_patch.
Linhas 40 ~ 51: É incluídas as alterações feitas no patch atual através do comando hg qrefresh. É feita uma alteração no arquivo teste.py e pra ver a diferença entre hg diff e hg qdiff é executado hg diff que é a última alteração que o repostório reconhece, quando executamos o hg qrefresh ele pega as alterações e armazena internamente no patch e as alterações não ficam mais no repositório comum e sim no patch que está sendo desenvolvido com mercurial queue. O hg qdiff mostra todas as alterações incluídas(através do qrefresh) no patch.
Linhas 67 ~ 75: É verificado que o patch continua aplicado (através do qapplied) e já que o patch está completo está na hora de armazena-lo e retirá-lo da lista de aplicados através do comando hg qpop que remove do topo da fila o patch e como o único e no topo é o fix_bug_01.patch não retorna nada o comando hg qapplied e então o patch é commitado através do hg qcommit essa fila de patchs é um outro repositório interno do mercurial, se você quiser confirmar é só entrar no .hg/patches do se repositório e rodar o comando hg glog para constatar o sub-repositório de patches criado pelo MercurialQueue.
Para exportar o patch pode usar o comando hg export <nome_do_patch> e para importar para o repositório normal use hg import ou se quiser importar para uma outra lista de patches hg qimport e então o patch será adicionado ao hg qseries.
Enfim as possibilidades são enormes com o MercurialQueue, e isso foi só uma demonstração básica do uso de MercurialQueues.
Ufa! Espero que alguém tenha paciência pra ler. Essa tá longe de ser a versão final desse post. Publiquei logo para ter um norte. Portanto agradeceria bastante as sugestões de melhoria, críticas, correções e etc.
Próximos posts(Aguardem)
:
- Trabalhando com o Mercurial – Mais sobre MercurialQueues
- Trabalhando com o Mercurial – Rebaseando
- Trabalhando com o Mercurial – Resolvendo Conflitos
Projeto Software Livre Amazonas
Sep 21st
Sexta-feira passada, 18/09/09 foi divulgado oficialmente o Projeto Software Livre Amazonas(PSL-AM) durante o SFD(Software Freedom Day 2009) que estava sendo realizado em Manaus no CIESA, com direito ao lançamento do site “on-the-fly” do PSL-AM.
Estou muito contente com esse projeto, pois dá ênfase na convergência de esforços dos mais diferentes grupos dentro do software livre além de poder orientá-los para que trabalhem juntos para a difusão do grupo regional de software livre a nível nacional, dessa forma ganhando força para avançar os trabalhos com e para a comunidade de software livre em geral.
Meus parabéns a todos os envolvidos, os que me recordo agora são:
Se esqueci alguém, me avise.
Debian Day 09 – Amazonas
Aug 18th

Debian Day é um evento realizado anualmente por vários grupos de Software Livre em todo o mundo. Também conhecido por Dia Debian e Dia D, este evento comemora o aniversário da distribuição GNU/Linux Debian, que neste ano (2009) completa 16 anos de existência.
Em Manaus, o Debian Day é realizado pelo Grupo de Usuários Debian do Amazonas, conhecido por Debian-AM, sendo patrocinado pela UniLaSalle e com o apoio do Projeto Zagaia, AIT Technologies e Gráfica Silva.
Neste ano, teremos um I Desafio DebianDay de Programação:
E também um convidado especial, o criador e mantenedor do site Viva o Linux (http://vivaolinux.com.br), Fábio Berbert de Paula.
Convidamos todos a participarem deste evento.
Data: 22 de Agosto de 2009.
Local: UniLaSalle, Dom Pedro I, em frente à praça de alimentação do Dom Pedro I.
Horário: 9h – 17:30h, credenciamento de 8h – 9h.
Entrada: 2Kg de alimentos não perecíveis, exceto sal.
Para saber como participar do desafio de programação, visite o site de evento.
Site: http://diadebian.org/am/2009
Flisol – Manaus – Amazonas
Apr 27th
O flisol em manaus foi um sucesso na minha opnião, graças ao comprometimento dos “pigs” da comunidade de software livre em manaus, pessoas como Antônio Junior, Davyd Smelk, Marcelo Mendes entre outros e a estes pigs deixo aqui postado meus parabéns. houve uma quantidade razoável de participantes, todas as palestras estavam cheias e as oficinas foram também bastante frequentadas.
Tirei algumas fotos do evento apartir do meu E71, a câmera não é boa mas como estava de dia até que as fotos ficaram boas. Segue abaixo algumas fotos.
A foto acima é da oficina de D-Bus.
Coordenação do Flisol indo almoçar.
Também não pude deixar de contribuir e fiz uma palestra sobre Python com EFL e ajudei em algumas oficinas. Como prometi na minha palestra que iria postar a minha apresentação no blog, cá estou eu postando.
Segue abaixo os códigos que fiz de exemplo, mas faltou tempo para comentar linha a linha. Para quem quiser estudar segue código.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 | #!/usr/bin/env python2.5 # -*- coding: utf-8 -*- # Copyleft # # @author: Daniel Martins import ecore from ecore.evas import SoftwareX11 import evas import edje X_DIRECTION, Y_DIRECTION = range(2) w, h = 800, 480 ee = ecore.evas.SoftwareX11(w=w, h=h) canvas = ee.evas states = 0 anime = False anime_max = 0 bg = canvas.Rectangle(color=(255, 255, 255, 255), size=ee.size) bg.show() def change_object(o, e): global w, h, states, anime_max im_w, im_h = o.image_size if states == 0: o.pos_set(w-im_w, 0) elif states == 1: (x, y) = o.pos_get() o.pos_set(x, h-im_h) elif states == 2: (x, y) = o.pos_get() o.pos_set(0, y) elif states == 3: (x, y) = o.pos_get() o.pos_set(0, 0) states = 0 return states += 1 ball_object = canvas.Image(file="Generic_football.png", geometry=(0, 0, 66, 65)) im_w, im_h = ball_object.image_size ball_object.fill_set(0,0, im_w, im_h) ball_object.on_mouse_up_add(change_object) ball_object.show() # Load and setup UI ee.title = "Exemplo de Python EFL" ee.show() ecore.main_loop_begin() |
Exemplo animado:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 | #!/usr/bin/env python2.5 # -*- coding: utf-8 -*- # Copyleft # # @author: Daniel Martins import ecore from ecore.evas import SoftwareX11 import evas import edje X_DIRECTION, X_DIRECTION_NEGATIVE, Y_DIRECTION, Y_DIRECTION_NEGATIVE = range(4) w, h = 800, 480 ee = ecore.evas.SoftwareX11(w=w, h=h) canvas = ee.evas states = 0 anime = False anime_max = 0 bg = canvas.Rectangle(color=(255, 255, 255, 255), size=ee.size) bg.show() def anime_ball(img_obj, direction): global anime_max (x,y) = img_obj.pos_get() if direction == X_DIRECTION: img_obj.pos_set(x+5,y) img_obj.pass_events_set(True) if x > anime_max: img_obj.pass_events_set(False) return False if direction == X_DIRECTION_NEGATIVE: img_obj.pos_set(x-5,y) img_obj.pass_events_set(True) if x < anime_max: img_obj.pass_events_set(False) return False elif direction == Y_DIRECTION: img_obj.pos_set(x,y+5) img_obj.pass_events_set(True) if y > anime_max: img_obj.pass_events_set(False) return False elif direction == Y_DIRECTION_NEGATIVE: img_obj.pos_set(x,y-5) img_obj.pass_events_set(True) if y < anime_max: img_obj.pass_events_set(False) return False return True def change_object(o, e): global w, h, states, anime_max im_w, im_h = o.image_size if states == 0: anime_max = w-im_w ecore.animator_add(anime_ball, o, X_DIRECTION) elif states == 1: anime_max = h-im_h ecore.animator_add(anime_ball, o, Y_DIRECTION) elif states == 2: anime_max = 0 ecore.animator_add(anime_ball, o, X_DIRECTION_NEGATIVE) elif states == 3: anime_max = 0 ecore.animator_add(anime_ball, o, Y_DIRECTION_NEGATIVE) states = 0 return states += 1 ball_object = canvas.Image(file="Generic_football.png", geometry=(0, 0, 66, 65)) im_w, im_h = ball_object.image_size ball_object.fill_set(0,0, im_w, im_h) ball_object.on_mouse_up_add(change_object) ball_object.show() # Load and setup UI ee.title = "Exemplo de Python EFL Animado" ee.show() ecore.main_loop_begin() |
Link para baixar tudo, inclusive a imagem. Só não esqueça que para executar é preciso ter instalado as EFL e os python bindings.Para a instalação tenho um post sobre. Confira.
Espero que tenham gostado do evento tanto quanto eu gostei. Qualquer dúvida, crítica e/ou sugestão pode colocar nos comentários.
Até a próxima.
Estudando python EFL – parte 2
Dec 13th
Continuando a série de post sobre a tecnologia EFL , a qual estou estudando e trabalhando.
Este post visa ser uma visão geral do que é e como funciona esta tecnologia e está respectivamente divido em duas seções: O que é ? e Como Funciona ?.
O que é ?
EFL é um conjunto de bibliotecas escrita em C para facilitar o desenvolvimento de um gerenciador de janelas baseado no X, o famoso Enlightenment, o qual possui muitos recursos eye candy sem precisar de gerenciadores de janela com suporte a aceleração através de OpenGL, ex: compiz. E sempre fez um ótimo trabalho sem esse tipo de recurso.
Segui alguns vídeos coletados no youtube do Enlightenment em ação.
E existem outros mais. É possível implementar funcionalidades muito parecidas com as do iphone, por exemplo:
E olha um teclado virtual feito com EFL baseado no teclado do iPhone, feito pelo Gustavo Barbiery, um dos geeks que trabalha com EFL aqui no Brasil e que por sinal próxima semana estará em Manaus para dar um treinamento de EFL na FPF¸após eu ter tido muitas conversas com o chefinho.
E como o EFL faz muito com pouco processamento, foi portado para outras arquiteturas como ARM, onde roda em dispositivos como o Internet Tablet N810 da Nokia e existem algumas aplicações rodando com EFL, mas a aplicação de referência de uso do EFL no Maemo é o Canola, que é um player para o maemo. Alguns vídeos do canola em ação:
E roda também em celulares, e já está sendo feito uma plataforma completa para dispositivos móveis, o Illumine, e um dos geeks é um dos criadores do EFL, o Rasterman (Carsten Haitzler) e olhem só sua gang que já roda illumine:

Rasterman Gang's
E tudo isso e muito mais foi desenvolvido primariamente com EFL, Ficou afim de entender melhor e começar a desenvolver ? Bom…. posso guiá-lo pelo caminho que percorri no estudo.
Como funciona ?
Já que na primeira parte instalamos as técnologias básicas(ecore, evas, edje), vamos dá uma olhada em seu funcionamento.
Bem, vamos começar pelo começo.
Arquitetura completa do EFL.

Concentre-se na parte azul da arquitetura, o core EFL.
Evas é o canvas onde tudo é renderizado e também gera sinais para aplicação.
Ecore é o responsável por capturar todos os eventos de uma janela originados do X11 e direcionar esses eventos para os devidos callbacks, possui também um mecanismo de MainLoop e uma série de ferramentas que auxiliam o trabalho com EFL e tarefas comuns de programação.
Alguns componentes do Ecore:
- Ecore_Con – Comunicação em rede
- Ecore_IPC – Comunicação entre processos
- Ecore_Config – Sistema de configuração
- e outros.
Edje é um meio de separar o código da aplicação do código da interface, basicamente é o responsável por te prover o mecanismo de manipulação de objetos da interface, ou seja, manipular o canvas(evas) de forma descritiva e orientada a estados. Apartir do momento que você faz essa separação ou dividi a aplicação em camadas, você imediatamente ganha vantagens, como por exemplo no Enlightenment e no canola a interface é feita com Edje e por isso possui um mecanismo de Temas(Themes) avançado e flexível de temas, ou seja, você pode mudar toda a interface sem mexer no código da aplicação.
Fazendo uma analogia a arquitetura de desenvolvimento web, seria mais ou menos assim, olhe a figura do MVC abaixo
Sabemos que no desenvolvimento web, o Model é responsável pela lógica de negócio da aplicação, o Controller é responsável por capturar as requisições que vem da View e processa-lás junto a Model e então devolver a resposta a View, a View é a camada de apresentação que no contexto web é o html/css/javascript.
Olhando essa arquitetura MVC podemos fazer a seguinte analogia, que o View é o Edje, o Controller é o Ecore. E o Evas é o browser onde tudo é renderizado.
Consegui explicar alguma coisa ? Se não, deixe um comentário.
Falei alguma besteira ? Se sim, deixe um comentário corrigindo e colocarei os devidos créditos.
Próximos posts (Aguardem):
Estudando python EFL – parte 3 (Ecore-Evas)
Estudando python EFL – parte 4 (Edje)
Inclusão digital ?
Oct 15th
Isso que é uma inclusão digital de bosta!
Leia: http://www.pinceladasdaweb.com.br/blog/2008/10/15/diga-nao-a-inclusao-digital/
Lançamento do grupo Web2.0 Manaus com Harald Kirschner
Sep 15th
Na sexta (12/09/08) foi o lançamento do grupo Web2.0 Manaus com o apoio do INdT e contou com um desenvolvedor do core do mootools falando sobre web2.0 e mostrando casos de uso do mootools.
O Evento ocorreu no auditório da UniLasalle de manaus e contou com auditório cheio, eu inclusive que cheguei 15 minutos atrasado tive que sentar no chão
.
Bom, o evento foi composto por 2 palestras:
- Palestra 1:
- WEB 2.0 Oportunidades, e novas tendências. Álvaro Mota Gonçalves, INdT
- Open-WEB. Harald Kirschner, WEB 2.0 developer and co-developer Mootools project
- Palestra 2
- WEB 2.0 v Overview de Tecnologias WEB 2.0. Harald Kirschner, front-end web developer specialist, core developer of MooTools project
O Álvaro Mota Gonçalves começou falando da estratégia da Nokia que mudou, e agora tem um foco mais aberto para o provimento de serviços web e levar a mesma experiência encontrada no uso de serviços web no pc com browser só que através do celular de forma móvel(mobile), o que é uma tendência hoje em dia de fato. Uma tecnologia que corresponde a este incentivo da Nokia para com a melhor experiencia de serviços web no celular é o WebRunTime(WRT). No quesito provimento de serviços a gente pode ver a investida da Nokia com o lançamento do Ovi.
Foi dito também que o mercado de trabalho estão a procura por profissionais de desenvolvimento web2.0, não lembro qual foi o site que o Álvaro mostrou onde ele fez uma pesquisa e retornou mais de 2000 empregos em aberto para se trabalhar com web2.0, ou seja, oportunidade.
A palestra mais esperada(pelo menos por mim), era a do Harald a qual pode ser encontrada aqui , achei que ele iria se aprofundar mais na explicação de web2.0 falando sobre microformats, WRT e outros conceitos e tecnologias que ainda não parei para estudar, mais o foco da palestra dele era falar de web2.0 para pessoas que não sabiam ou sabiam pouco o que é web2.0.
O Harald falou um pouco desse “compra-compra” que vemos hoje em dia de grandes empresas comprando as menores que oferecem algum serviço interessante, e ele até comentou “Quer ficar milhionário ? É só fazer um serviço inovador e publicar na web..” e logo depois complementou “só não é tão fácil fazer um..”
. Um fato que me chamou atenção foi a compra do GrandCentral pelo google, o qual eu nem fazia idéia que existia, trata-se de um serviço de gerenciamento de ligações, tem muitas funcionalidades interessantes, vale a pena dá uma olhada, é uma pena que o serviço ainda não está disponível para o Brasil, mas vocé pode solicitar uma notificação quando o serviço estiver disponível.
Além disso ele mostrou uma tabela de serviços comparativos, de 1.0 para 2.0
Como por exemplo:
| 1.0 | 2.0 |
| DoubleClick |
Google AdSense |
| Ofoto |
Flickr |
| Mp3.com |
last.fm |
| Britannica On line |
Wikipedia |
| Personal Websites |
Blogging |
E outros como pode ser visto na apresentação dele.
Falou que os princípios da Web2.0 são:
Open Source – Liberação das informações
Communication – Usuários
Design – Nova arquitetura de interfaces com o usuário
Pra mim ficou meio misturado a afirmação de que o relacionamento do OpenSource com a web2.0 seja a liberação de informações no sentido de Content Syndication, Web Feed(RDF, Atom e etc), WebServices e APIs na minha opnião isso tem haver com OpenData e não com OpenSource, de fato há muita semelhança no modelo colaborativo de projetos OpenSource de código aberto para com serviços OpenData de compartilhamento de informações e não dúvido que a web2.0 com a semântica de OpenData tenha se baseado no modelo colaborativo do OpenSource. Eu acredito que um termo melhor seria OpenData.
Mostrou 1 exemplo de como ganhar dinheiro com a web2.0, usando o Amazon Web Service, o qual a cada livro vendido que você indicou em seu site/blog você ganha dinheiro.(O qual estarei botando em breve no meu blog
).
Dando continuidade no quesito oportunidades, segundo Harald o que você precisa saber para arrumar um bom emprego no mercado de web2.0:
- Content Syndication
- Web feeds
- RDF
- Atom
- Web services and APIs
- Communication with XML or JSON
- REST
- SOAP(WSDL)
Algumas passagens me chamaram atenção como a do Tim O’Reilly sobre web2.0, resumindo significa que a inteligência coletiva é a base da web2.0, concordo em gênero e grau, você não ?
Houve também slides sobre Folksonomia[1], Comunicação, melhoramento de Design de interfaces com os novos conceitos RIA(Rich Internet Application) e RUE(Rich User Experience). Essa questão de trazer a experiência de uso de softwares desktop para web entre outras coisas.
Não deixou de falar dos padrões e a acessibilidade o que geralmente é ignorada em detrimento a funcionalidades “eye-candy” o que julgo muito importante e que nunca deve ser esquecida, ou seja, sua palestra também incluiu Web standards, W3C, leitores de tela, SEO e o funcionamento de softwares web, como estrutura(xhtml), apresentação(css) e etc.
Casos de uso do uso de JavaScript .
- Melhorias na interação com os forms;
- Melhorias na colaboração entre os usuários;
- Filtros e manipulação de dados
- Autocomplete (Como o google suggests)
Entrando mais na parte técnica, falou sobre o desenvolvimento, que com essa onda de informações e novos conceitos, por onde se basear , citou padrões utilizados e criados pelo yahoo, o YPatterns e das alternativas como o Ajax Pattern.
Não deixou de falar também para as pessoas com perfil empreendedor, falou sobre modelo de negócios:
- Vender API
- Vender serviços
- Vender informações
Estratégias de expansão para quem já possui serviços:
- Criar API
- Distribuir como OpenSource (Citou também meios de o fazer, através do google code)
Vendeu um pouco de jabá falando sobre o MooTools e falou um pouco sobre o porque de frameworks.
Nessa hora tomei a liberdade de lhe fazer uma pergunta tendo em vista que o que ele mostrou de exemplo nada foram diferente dos exemplos encontrados utilizando JQuery , YUI e Ext-js os quais são os que eu uso nos meus projetos.
P: Perguntei quais eram as principais diferenças entre MooTools e Jquery/YUI ?
R: Ele disse que Mootools é melhor para projetos grandes. Disse também JQuery tem mais classes prontas e que o YUI tem uma estrutura menor do que a MooTools. Na opnião dele YUI é para projetos que precisem de namespaces.
O Evento foi de importância para região, quase não se ver eventos desse tipo por aqui em Manaus. Com certeza desenvolvedores web(como eu) sentem falta.
À coordenação, meus parabéns.
[1] Recomendo a leitura deste post sobre Folksonomia pelo Revolução Etc







